O afeto expresso no olhar, no estar presente, no interesse e respeito à individualidade do bebe é de vital importância para um fortalecimento do ego que irá se expressar na autoimagem, segurança, senso de realidade, no se colocar do sujeito, de saber dizer não quando necessário e principalmente para que seja capaz de se constituir como indivíduo e até mesmo ser capaz de reconhecer e aceitar o limite.
O limite é de importância ímpar para constituir um sujeito ajustado socialmente, que aceita a lei, que sabe que tem direitos, mas cumpre seus deveres, que sabe que sua liberdade acaba quando começa a do outro, que tem empatia e por fim um sujeito que constrói socialmente ao invés de destruir.
Esse afeto e limite vai ser fundamental para viabilizar uma construção de estrutura de personalidade. Esses dois ingredientes se a mais ou à menos pode contribuir para uma estrutura psicótica, pre-psicotica ou neurótica.
Dito isso, como se configura o afeto por parte do analista, como ele é expresso para fortalecer esse ego que nem reconhece a lei no caso de uma estrutura psicótica ou pré-psicotica?
Como e quando entra o limite? Em que formato se apresenta em setting analítico, só será aplicável em estruturas perversas e neuróticas?

Eveliane Belotti

Atuação em Gestão de Recursos Humanos de 2008 a 2018, em
Seleção, Treinamento, Desenvolvimento e Coaching de Líderes.
Atualmente faço parte do grupo RNA Psicanálise como Analista,
Coordenação de Grupo Trainee e atuação Docente em Psicanálise.

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